Semanas se passaram sem que eu ao menos notasse. Eu estava ficando cada vez mais obcecado com essa história de sonhos. Durante uma prova de história eu vi um numero flutuando diante de mim. 3142. Pesquisei a respeito, desde um meteoro até senhas. Tentei tudo, 3142 não se encaixava em nada. Páginas de livros, Google, 31m:42s de filmes sobre catástrofes... nada de nada.
Sonhei que eu o desmascarava, e ele me perseguia. Sonhei que minha professora de português e meu professor de geografia estavam me observando, me protegendo. Sonhei que o apocalipse estava diretamente ligado ao professor de matemática, e ao que ele precisava fazer. E sonhei que eu era parte disso. Sonhei que fugia dele. Sonhei que tinha força sobre-humana. Sonhei que com o simples ato de fechar os olhos eu podia ver cada pessoa má ao meu redor, e cada pessoa possuída. Sonhei que tinha telecinesia.
O professor falou que Deus o mandou vender uma passagem de ônibus, pois o ônibus ia cair. Falou que Deus conversava com pessoas especiais em sonhos. Quando eu questionei o porque de Deus mandá-lo vender a passagem, ao invés de queimar, e por que Deus daria a ele o direito de escolher alguém pra morrer em seu lugar, ele respondeu que sentia algo especial em mim, e que eu era o escolhido. E isso não foi um sonho.
Os sonhos pararam, e então eu voltei ao normal. Então voltaram.
Sonhei que eu matava Dayana. Sonhei que ele matava Dayana, e dizia que a culpa era minha.
Ele disse para que quem estivesse sonhando com ele o procurasse. Isso foi, no mínimo, suspeito.


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