sábado, 26 de junho de 2010
Capitulo 4: Permant (UM DOS MAIORES CAPITULOS EVER) - Parte 1
Capitulo 3: Going Through The Motions
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Capitulo 2: One Step At A Time
domingo, 23 de maio de 2010
Capitulo 1: New Perspective [Parte 2]
“Fa, você tá bem?” perguntou minha mãe, assim que apareceu na porta da cozinha com um ar preocupado
“To mãe” respondi “Foi só um pesadelo.”
“Foi só um pesadelo” repeti, tentando convencer a mim mesmo.
Voltei ao meu quarto e desliguei o computador. Perdi a vontade de ouvir musica, e agora eu queria apenas ficar no silencio e escuro absolutos. Demorei um pouco, mas acabei pegando no sono.
O barulho estridente do meu despertador tocando despertou-me de uma noite sem sonhos. Nada estranho depois que eu peguei no sono. Encarei o teto novamente, exausto. Lá vou eu, velha rotina, mesma coisa.
Levantei-me rapidamente, chegando a ficar um pouco tonto. Caminhei para a cozinha e as imagens de ontem à noite vinham até mim como um flash. Os olhos... Senti minhas mãos geladas novamente.
Farid, que coisa mais ridícula! pensei comigo mesmo Foi um pesadelo, não se deixe dominar por isso. Por que era tão assustador? Era só um professor. Possuído ou não, estava ali pra me ensinar frações. Só isso.
Comecei a me arrumar, e a imagem do professor não saia da minha cabeça. Mas que merda! Por que isso? Fiquei pronto meia hora antes do de costume. Inconscientemente, estava mais rápido. Várias coisas me percorriam a cabeça. Eu estava entrando na sala, e ele já estava lá. Então eu estava atrasado. Sem atraso, sem possessão. Certo? Mas espera ai, por que estou com tanto medo? Foi só um pesadelo. Ele estava explicando matéria, mas isso é raro, ele geralmente tenta nos converter à religião dele. Ai, ele é religioso, não pode ser um demônio disfarçado.
Estava tudo pronto. Enquanto colocava as canetas no meu bolso, encarei o potinho de Tic-Tac sobre a mesa. Isso é loucura... pensei comigo mesmo. Bem, Deus ajuda quem se prepara, já dizia Edna Mode.
Peguei a pequena vasilha e caminhei até a cozinha. Abri-a, e rapidamente despejei seu conteúdo na pia da cozinha. Não acredito que estou fazendo mesmo isso. Encarei a vasilhinha vazia em minha mão por alguns segundos, mas logo peguei o saleiro. Enchi o pequeno frasco com o tal pó branco, imaginando o que aconteceria se alguém na escola me encontrasse com aquilo.Faird, pelo amor de Deus, é só sal .Mas e se pensarem que é droga? Não vão pensar, isso é sal.
Respirei fundo, tapando o recipiente e colocando-o no meu bolso. Se ele estiver possuído, eu jogo o sal e corro.
Cheguei na escola e o portão ainda estava fechado. Encarei meu relógio, confirmando que faltavam quinze minutos pras sete. O portão só iria se abrir em cinco minutos, o que me dava tempo de sobra para não fazer absolutamente nada. Ficar sentado na frente da escola vendo o tempo se arrastar.
Tão logo o sinal tocou e o portão se abriu, eu corri para minha sala. Quando a primeira aula começou – matemática – eu já estava sentado em minha cadeira. A aula seguiu assustadoramente perturbante, comigo não conseguindo olhar meu professor nos olhos, ou ao menos encará-lo. Não, o simples som de sua voz já me dava arrepios.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Capitulo 1: New Perspective [Parte 1]
Virei-me na cama sem conseguir dormir. Estava sem sono, o que era particularmente estranho naquele dia, já que eu não havia dormido durante a tarde. Eu me virava na cama, mas o sono não chegava. Eu estava tentando havia um tempo, e minha paciência já estava chegando a seu limite. A musica que eu havia selecionado como a quarta de minha playlist tocava pela vigésima vez, e até agora nada surtia efeito.
Talvez minha mãe esteja certa pensei. Talvez seja a musica que está me atrapalhando. Mas logo descartei tal idéia. Sim, por que, eu durmo com musica todas as noites. De fato, faço tudo com musica, e não consigo fazer nada direito em silencio absoluto. Desisti de manter os olhos fechados
Fazia dias que eu não conversava com quase nenhum amigo, apenas os da escola. Mas esses eram diferentes, eu os encontrava todas as manhas e falávamos pouco. Com esses amigos que estavam me fazendo falta era diferente, conversávamos pouco sobre tudo e muito sobre nada, mas ainda saiamos de cada conversa com a sensação mais incrível. Pelo menos era assim comigo. Não me entenda mal, não é como se eu não gostasse de meus amigos da escola. Eu gosto, mas apenas eles não eram suficientes.
Comecei a me lembrar de meus dias tediosos sem meus amigos por perto, sem nada pra fazer. Não saia, não me divertia. Não fazia nada a não ser a velha rotina, que não mais me agradava.
A musica entrava em meus ouvidos e participava de meus pensamentos que faziam todo o sentido, o que indicava que eu estava bem acordado. Geralmente quando estou com sono, meus pensamentos perdem o sentido.
Comecei a acompanhar a musica em minha mente, numa cantoria silenciosa que para mim, soava extremamente bela.
Fechei meus olhos. A musica parou de repente, e tudo ao meu redor tomou um silencio perturbador. Diante de mim um clarão piscou e logo tomou forma, como vultos, e depois algo mais nítido. Eu via tudo com meus próprios olhos, de meu ponto de vista. A porta aberta a alguns metros de mim, com o homem baixo e calvo escrevendo algo na enorme lousa branca que parecia extremamente menor desse ângulo – de perfil. Eu notei que caminhava a passos rápidos, apressados. O cabelo caia em meu rosto e gotas de suor escorriam. Minha mochila pesava em minhas costas, e se não fosse o silencio absoluto, seria uma manha tipicamente normal em minha vida – comigo chegando atrasado na escola. Ao alcançar a porta bati três vezes na mesma, como de costume. Perguntei se podia entrar, chamando a atenção do professor, que dizia algo, que eu não ouvi. Ele encarou-me de repente, mas seu rosto tremia. Ele balançava a cabeça rapidamente agora, como que se estivesse perturbado. E quando este parou, notei algo mais que diferente. Além do sorriso psicótico comum, este já visto antes, seus olhos estavam amarelos, e sua expressão era de pura maldade. Senti um gelo percorrer todo meu corpo, e tudo escureceu ao mesmo tempo que o volume suave da musica voltou a invadir meus ouvidos, como um enorme estrondo quase ensurdecedor depois de horas de silencio.
Gave into love and watched all the bitterness burn
And feelin' my world start to turn
Abri meus olhos rapidamente, e me dei conta que o teto estava exatamente igual a ultima vez que eu o havia olhado. E além disso, a parte da musica que invadiu meus ouvidos era exatamente a que vinha após eu ter fechado meu olhos.
Ou eu estive desacordado por 14 horas, e deu tempo de minha playlist voltar para a mesma musica... pensei, Ou não durou um único segundo inteiro.
Meu coração batia aceleradamente, e minhas mãos estavam geladas.
Levantei-me para beber um copo d’água, e foi só ai que notei que minhas pernas também tremiam. O caminho até a cozinha nunca foi tão longo, e um copo de água nunca foi tão pesado. Meus músculos doíam, e meu corpo tremia.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Sobre a História
Gênero: Terror, um toque de comédia, tragédia grega (não resisti)
Autor: Farid.
Faixa etária: 16. é a minha idade, se eu tenho cabeça pra escrever, tu tem pra ler.
Pôsters da fic:
Trailer 1:
Um grupo de amigos, possessões, deuses, anjos e o pior pesadelo de todo adolescente: Matemática.
Trailer 2:
Encarou a destruição causada pela rajada de raios lançada.
“Devem ser os hormônios.” Deu de ombros.
Vocês podem ler mais sobre o pesadelo aqui:http://apenasmaisumgaroto.blogspot.com/2010/04/hora-do-pesadelo.html



